{"id":1317,"date":"2025-10-06T09:45:49","date_gmt":"2025-10-06T12:45:49","guid":{"rendered":"https:\/\/www.piergiorgio.com.br\/?p=1317"},"modified":"2025-10-06T11:48:01","modified_gmt":"2025-10-06T14:48:01","slug":"sao-pier-giorgio-frassati-modelo-de-vida-do-beato-alberto-marvelli","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.piergiorgio.com.br\/?p=1317","title":{"rendered":"S\u00e3o Pier Giorgio Frassati, modelo de vida do beato Alberto Marvelli."},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><a href=\"https:\/\/www.piergiorgio.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/alberto.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"699\" height=\"992\" src=\"https:\/\/www.piergiorgio.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/alberto.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1321\" srcset=\"https:\/\/www.piergiorgio.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/alberto.jpg 699w, https:\/\/www.piergiorgio.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/alberto-211x300.jpg 211w\" sizes=\"auto, (max-width: 699px) 100vw, 699px\" \/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<p><em>Alberto Marvelli (1918-1946), um jovem formado no orat\u00f3rio salesiano de Rimini, viveu sua curta vida no compromisso di\u00e1rio de servir aos outros, com toda a intensidade que suas for\u00e7as permitiam. Sua vida normal, mas intensamente crist\u00e3, levou-o \u00e0 santidade, sendo beatificado em 2004 pelo Papa S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II.<br \/><\/em><br \/><br \/>Alberto Marvelli, \u201cengenheiro da caridade\u201d, tem o charme de uma santidade extraordinariamente normal. Alberto tem um pai gerente de banco e uma fam\u00edlia muito crist\u00e3. Ele nasceu em Ferrara em 1918, mas aos 13 anos de idade ele e sua fam\u00edlia se estabeleceram permanentemente em Rimini, seguindo seu pai em suas viagens de neg\u00f3cios. \u00c9 um garoto de sa\u00fade robusta e temperamento impetuoso, mas tamb\u00e9m \u00e9 t\u00e3o s\u00e9rio que \u00e0s vezes nos faz pensar em um homem adulto. Ele faz o gin\u00e1sio em meio a sess\u00f5es de estudo e competi\u00e7\u00f5es esportivas sensacionais. Aos 15 anos, matriculou-se na escola secund\u00e1ria cl\u00e1ssica. Mas naqueles mesmos meses, a fam\u00edlia foi duramente atingida pela morte de seu pai. Ele j\u00e1 \u00e9 aspirante a delegado e animador do orat\u00f3rio na par\u00f3quia de Maria Auxiliadora. Ele ensina catecismo, anima as reuni\u00f5es e organiza a missa dos jovens. Com apenas 18 anos, tornou-se presidente da A\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica.<br \/>Ao iniciar o ensino m\u00e9dio, Alberto come\u00e7ou seu di\u00e1rio e escreveu: \u201cDeus \u00e9 grande, infinitamente grande, infinitamente bom\u201d. Mas ele registraria ali seu crescimento como homem e como crist\u00e3o ao longo de sua vida. Fica fascinado com a leitura da biografia de Pier Giorgio Frassati, escrita pelo salesiano Dom Antonio Cojazzi. Pier Giorgio Frassati passa ser seu modelo de vida e inspira\u00e7\u00e3o espiritual. Marvelli ser\u00e1 o primeiro disc\u00edpulo de Pier Giorgio a ser beatificado. Nele lemos um \u201cpequeno esquema\u201d rigoroso e forte que ele se d\u00e1. Ele prop\u00f5e em particular: ora\u00e7\u00e3o e medita\u00e7\u00e3o pela manh\u00e3 e \u00e0 noite, o encontro com a Eucaristia, se poss\u00edvel tamb\u00e9m todos os dias, a luta contra os maiores defeitos: pregui\u00e7a, gula, impaci\u00eancia, curiosidade\u2026 Um programa que Alberto implementar\u00e1 por toda a sua vida.<br \/><br \/><strong>Estudante viajante<br \/><\/strong>Entre os 60 candidatos ao certificado de conclus\u00e3o da escola cl\u00e1ssica, Alberto fica em segundo lugar. Em 1\u00ba de dezembro de 1936 (aos 18 anos), ele come\u00e7a seu primeiro ano de engenharia na Universidade de Bolonha. Assim come\u00e7ou a vida de um estudante que se desloca entre Rimini e Bolonha. Estudo e apostolado nas duas cidades. A empregada da tia que o hospedou em Bolonha testemunharia com palavras simples: \u201cEu costumava v\u00ea-lo dia e noite trabalhando duro para a universidade e para o apostolado. \u00c0s vezes eu o encontrava dormindo sobre seus livros e com o ros\u00e1rio na m\u00e3o. De manh\u00e3, eu o via na igreja \u00e0s 6h para a missa e a comunh\u00e3o. Se os compromissos n\u00e3o lhe permitiam comungar mais cedo, ele jejuava at\u00e9 o meio-dia. Ele impunha uma penit\u00eancia formid\u00e1vel ao seu apetite\u201d.<br \/>Enquanto Alberto est\u00e1 terminando a universidade, irrompe na Europa o ciclone da Segunda Guerra Mundial. A It\u00e1lia tamb\u00e9m foi envolvida por ele. Formado em engenharia, de agosto a novembro de 1940 Alberto estava em Mil\u00e3o, empregado na fundi\u00e7\u00e3o Bagnagatti, sob os primeiros bombardeios. O industrial testemunhar\u00e1: \u201cEle passou alguns meses comigo. Ele se familiarizou imediatamente com todos os funcion\u00e1rios e, particularmente, com os mais jovens e humildes. Ele se interessou pelas necessidades familiares dos trabalhadores e apontou para mim as necessidades particulares de cada um, solicitando a ajuda que considerava adequada. Visitava os doentes e incentivava os aprendizes a frequentar as escolas noturnas. Incutiu em todos um senso imediato e vivo de simpatia e cordialidade\u201d.<br \/>30 de junho de 1941. Quando a It\u00e1lia come\u00e7a seu segundo ano de guerra, Alberto se forma em engenharia industrial com notas m\u00e1ximas. Logo depois, ele tamb\u00e9m veste o uniforme verde-acinzentado e parte como soldado.<br \/><br \/><strong>O servi\u00e7o militar e a guerra<br \/><\/strong>Em janeiro de 1943, os russos lan\u00e7aram sua ofensiva em toda a frente ocidental. O Armir (ex\u00e9rcito italiano na R\u00fassia), que ocupava o fronte no Don, foi for\u00e7ado a uma lend\u00e1ria retirada pelos intermin\u00e1veis campos congelados, enquanto os russos e o gelo matavam. L\u00e1 em cima, Rafael Marvelli acaba de chegar e \u00e9 morto em combate. Para Mam\u00e3e Maria, \u00e9 uma hora muito dif\u00edcil. Alberto escreveu em seu di\u00e1rio palavras cruas e sangrentas: \u201cA guerra \u00e9 um castigo para a nossa maldade, para punir nosso pouco amor a Deus e aos homens. Est\u00e1 faltando o esp\u00edrito de caridade no mundo, e por isso nos odiamos como inimigos em vez de nos amarmos como irm\u00e3os\u201d.<br \/>Ele \u00e9 destinado a um quartel em Treviso. E \u00e9 l\u00e1 que acontece o \u201cmilagre\u201d de Marvelli. O P. Zanotto, p\u00e1roco de Santa Maria de Piave, escreveu: \u201cQuando o engenheiro Marvelli chegou a Treviso, no quartel de dois mil soldados, todos blasfemavam e reinava a vida desregrada. Depois de algum tempo, ningu\u00e9m mais blasfemava, quero dizer, ningu\u00e9m, nem mesmo os superiores. O coronel, que era um blasfemador, dedicou-se a reprimir a blasf\u00eamia entre os soldados. Em setembro, a It\u00e1lia se retirou da guerra. O ex\u00e9rcito se desfaz. Alberto est\u00e1 em casa. Mas a guerra ainda n\u00e3o acabou. Os soldados alem\u00e3es ocuparam a It\u00e1lia, e os aliados intensificaram o bombardeio de nossas cidades.<br \/><br \/><strong>Entre os refugiados em San Marino<br \/><\/strong>Em 1\u00ba de novembro, Rimini foi atingida pelo primeiro bombardeio a\u00e9reo. Ela sofreu trezentas baixas e foi reduzida a um tapete de escombros. Eles tiveram que fugir para bem longe, para a Rep\u00fablica livre de San Marino. Em poucas semanas, esse selo de terra livre passa de 14 mil para 120 mil habitantes.<br \/>Alberto chega l\u00e1 segurando o cabresto de um burro. Na carro\u00e7a, est\u00e1 sua m\u00e3e. Jorge e Gertrudes empurram bicicletas carregadas de comida para sobreviver. Eles s\u00e3o aceitos em um dos dormit\u00f3rios da faculdade Belluzzi. Outras fam\u00edlias est\u00e3o nos armaz\u00e9ns da Rep\u00fablica, e muitas outras se amontoam nos t\u00faneis da ferrovia.<br \/>\u00c9 muito f\u00e1cil, em momentos como esse, fechar-se em si mesmo, pensar na sobreviv\u00eancia de seus entes queridos e nada mais. Em vez disso, Alberto est\u00e1 no centro da assist\u00eancia, dispon\u00edvel para todos. Uma testemunha escreve: \u201c\u00c0 noite, ele rezava o ter\u00e7o em voz alta nos dormit\u00f3rios do col\u00e9gio Belluzzi, depois ia dormir da melhor forma poss\u00edvel junto aos conventuais; e pela manh\u00e3, na igreja cheia de refugiados, ele ajudava a missa e comungava. Em seguida, ia novamente a todas as ruas para encontrar a todos os necessitados. Ele tomava nota das necessidades e, quando n\u00e3o podia chegar, confiava o trabalho a outros. Ele entrava nos t\u00faneis de onde as pessoas n\u00e3o ousavam sair\u201d. Domingos Mondrone acrescenta: \u201cTodos os dias ele pedalava quil\u00f4metros, coletando alimentos. \u00c0s vezes, voltava para casa com a mochila perfurada por estilha\u00e7os que explodiam de todos os lados. Mas ele, com amigos que imitavam sua coragem, n\u00e3o parava\u201d.<br \/><br \/><strong>Queriam que ele fosse prefeito<br \/><\/strong>21 de novembro de 1944. Os Aliados entram em Rimini. Ao redor, vilarejos e bosques em chamas, engarrafamentos de carro\u00e7as, caminh\u00f5es e carros. Mortes e desola\u00e7\u00e3o. Alberto volta para l\u00e1 com sua fam\u00edlia. Ele encontra sua casa (atingida, mas ainda habit\u00e1vel) ocupada por oficiais brit\u00e2nicos. Os Marvelli se instalam no por\u00e3o da melhor maneira poss\u00edvel. Naquele terr\u00edvel inverno (o \u00faltimo da guerra), Alberto se torna o servo de todos. O Comit\u00ea de Liberta\u00e7\u00e3o confiou a ele o escrit\u00f3rio de habita\u00e7\u00e3o, o munic\u00edpio confiou-lhe a engenharia civil para a reconstru\u00e7\u00e3o, o bispo lhe entrega os \u201cgraduados cat\u00f3licos\u201d da diocese. Os pobres cercavam permanentemente as duas pequenas salas de seu escrit\u00f3rio e o seguiam at\u00e9 em casa quando ele ia comer alguma coisa com sua m\u00e3e. Alberto nunca rejeita um s\u00f3 deles. Ele diz: \u201cOs pobres passem logo, os outros tenham a cortesia de esperar\u201d. Ap\u00f3s a paz, a mis\u00e9ria das pessoas continuou. Na guerra, muitos perderam tudo.<br \/>O ano de 1946 \u00e9 devorado dia a dia por necessidades intermin\u00e1veis, todas urgentes. Alberto vai \u00e0 missa, depois fica \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o. No final daquele ano, ocorrem as primeiras elei\u00e7\u00f5es locais. Batalhas acirradas entre comunistas e democratas crist\u00e3os. Um comunista, que via em Marvelli todos os dias n\u00e3o um democrata-crist\u00e3o, mas um crist\u00e3o, disse: \u201cMesmo se meu partido perder\u2026 contanto que o engenheiro Marvelli seja prefeito\u201d. Ele n\u00e3o se tornar\u00e1. Na noite de 5 de outubro, ele jantou rapidamente ao lado de sua m\u00e3e e depois saiu de bicicleta para realizar um com\u00edcio em S\u00e3o Juliano do Mar. A 200 metros de sua casa, um caminh\u00e3o aliado em alta velocidade o atinge, joga-o no jardim de uma casa e ele desaparece na noite. Ele \u00e9 recolhido pelo tr\u00f3lebus. Morre duas horas depois. Ele tem 28 anos de idade. Quando seu caix\u00e3o passa pelas ruas, os pobres choram e mandam beijos. Um cartaz proclama em letras garrafais: \u201cOs comunistas de Bellariva se curvam reverentemente para saudar seu filho, seu irm\u00e3o, que espalhou tanto bem nesta terra\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Sua mem\u00f3ria comemora-se no dia 6 de outubro.<\/p>\n\n\n\n<p><br \/><em>dom Mario PERTILE, sdb<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Alberto Marvelli (1918-1946), um jovem formado no orat\u00f3rio salesiano de Rimini, viveu sua curta vida no compromisso di\u00e1rio de servir aos outros, com toda a intensidade que suas for\u00e7as permitiam. Sua vida normal, mas intensamente crist\u00e3, levou-o \u00e0 santidade, sendo beatificado em 2004 pelo Papa S\u00e3o Jo\u00e3o Paulo II. 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