{"id":834,"date":"2011-08-15T13:55:56","date_gmt":"2011-08-15T16:55:56","guid":{"rendered":"http:\/\/www.piergiorgio.com.br\/?p=834"},"modified":"2011-08-15T14:03:22","modified_gmt":"2011-08-15T17:03:22","slug":"pier-giorgio-frassati-e-a-devocao-a-nossa-senhora","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.piergiorgio.com.br\/?p=834","title":{"rendered":"Pier Giorgio Frassati e a devo\u00e7\u00e3o a Nossa Senhora."},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_839\" aria-describedby=\"caption-attachment-839\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.piergiorgio.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/08\/oropa.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-839\" title=\"Sant\u00faario de Oropo\" src=\"http:\/\/www.piergiorgio.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/08\/oropa-300x225.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/www.piergiorgio.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/08\/oropa-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.piergiorgio.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/08\/oropa-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/www.piergiorgio.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/08\/oropa.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-839\" class=\"wp-caption-text\">Sant\u00faario de Oropo<\/figcaption><\/figure>\n<div><em>Frei Alessandro Rosso, o.f.m. cap.<\/em><\/div>\n<p><em> <\/em>Pier  Giorgio  Frassati, desde a primeira juventude, teve  uma ades\u00e3o humilde e  forte \u00e0 f\u00e9  recebida em germe no santo Batismo,  alimentada pela  educa\u00e7\u00e3o crist\u00e3 recebida na  fam\u00edlia e, sobretudo,  pelos sacerdotes que o  prepararam para os sacramentos da  inicia\u00e7\u00e3o  crist\u00e3. E esta ades\u00e3o foi,  pouco a pouco, crescendo com o estudo do   catecismo e do Evangelho, com  a ora\u00e7\u00e3o ass\u00eddua e uma profunda devo\u00e7\u00e3o  eucar\u00edstica  e mariana.<\/p>\n<p><strong><em>1 &#8211; A f\u00e9, fundamento da vida  espiritual do Beato<\/em><\/strong><\/p>\n<p><em> <\/em>Sua f\u00e9 era  plena,  forte, alegre e operosa. E, desta f\u00e9,  provinha a sua caridade multiforme   e o zelo para conduzir outros \u2013  fossem amigos ou pobres assistidos \u2013  para o  amor do Senhor.<br \/>\n\u00c9 importante,  para compreender como a f\u00e9 era realmente o fundamento da   vida espiritual de  Pier Giorgio, transcrever tr\u00eas trechos das cartas   dirigidas ao amigo Isidoro  Bonini, que remontam aos \u00faltimos meses de   sua vida e que s\u00e3o citadas no volume: <em>Lettere di Pier Giorgio Frassati <\/em>(\u201cCartas  de Pier Giorgio Frassati\u201d), Queriniana, 1950.<\/p>\n<p>15 de janeiro de 1925<br \/>\n<em> <\/em><em><\/em>\u201c&#8230; De tempos em  tempos, me pergunto:  continuarei  buscando seguir o bom caminho? Terei a  ventura de perseverar at\u00e9 o   fim? Em meio a este tremendo embate diante  das d\u00favidas, a f\u00e9 que me foi  dada no  Batismo me aconselha com voz  segura: \u2018Por si mesmo, voc\u00ea n\u00e3o  far\u00e1 nada, mas se  tiver a Deus como  centro de todas as suas a\u00e7\u00f5es,  ent\u00e3o, sim: voc\u00ea chegar\u00e1 ao  fim\u2019. \u00c9  justamente isso que gostaria de  poder fazer e tomar como lema o dito de   Santo Agostinho: \u2018\u00d3 Senhor,  inquieto est\u00e1 o nosso  cora\u00e7\u00e3o enquanto n\u00e3o  repousa em ti\u2019&#8230;\u201d (o.c. p. 192).<\/p>\n<p>29 de janeiro de 1925<br \/>\n<em> <\/em><em><\/em>\u201c&#8230; Terei a for\u00e7a para  chegar? Sem d\u00favida,  a f\u00e9 \u00e9 a  \u00fanica \u00e2ncora de salva\u00e7\u00e3o e \u00e9 preciso  agarrar-se fortemente a ela. Que   seria toda a nossa vida sem ela? Nada,  ou melhor: seria consumida  inutilmente,  pois, no mundo, s\u00f3 h\u00e1 dor e a  dor sem a f\u00e9 \u00e9  insuport\u00e1vel, enquanto que a dor alimentada\u00a0 pela pequena  chama da f\u00e9  se torna algo de belo  porque robustece a alma para a  luta&#8230;\u201d (o.c. p. 194).<\/p>\n<p>27 de fevereiro de 1925<br \/>\n<em>\u201c&#8230; pobres infelizes aqueles que n\u00e3o t\u00eam f\u00e9!  Viver sem  uma f\u00e9,  sem um patrim\u00f4nio a ser defendido, sem sustentar, numa luta   cont\u00ednua, a  verdade n\u00e3o \u00e9 viver, mas \u00e9 ir vivendo. N\u00f3s nunca devemos ir  vivendo,   porque, tamb\u00e9m atrav\u00e9s de qualquer desilus\u00e3o, devemos nos  lembrar de  que somos  os \u00fanicos que possu\u00edmos a verdade; temos uma f\u00e9 a  sustentar,  uma esperan\u00e7a a  atingir: a nossa P\u00e1tria. E, por isso,  expulso  qualquer tristeza, que s\u00f3 pode  existir quando se perde a f\u00e9&#8230;\u201d <\/em>(o.c. p. 196).<\/p>\n<p>Alimento  de sua f\u00e9  e de sua multiforme caridade foi, sem d\u00favida, a  sua piedade   eucar\u00edstica; mas, fundamento e guia foi a sua devo\u00e7\u00e3o \u00e0  Nossa Senhora, \u00e0  sua  Mam\u00e3e do c\u00e9u. Era o que recordava, em uma de suas  confer\u00eancias, o  amigo Marco  Beltrano Ceppi, depois anexada ao <em>Processo  Apost\u00f3lico <\/em>(Summ, p. 296).<br \/>\n<em>\u201cSe voc\u00eas me perguntassem qual era o meio  seguro sobre o  qual ele  se apoiava para realizar uma assim constante obra-prima  de  vida  intimamente unida a Deus, eu n\u00e3o hesito em lhes responder que o  segredo  da perfei\u00e7\u00e3o espiritual de  Pier Giorgio deve ser buscado, de  modo  especial, na sua ass\u00eddua, sincera  profunda e tern\u00edssima devo\u00e7\u00e3o \u00e0   Virgem Maria. N\u00f3s todos, que vivemos alguns  anos pr\u00f3ximos a Pier   Giorgio, n\u00e3o podemos separar sua lembran\u00e7a da lembran\u00e7a de  seu amor   filial \u00e0 Maria\u201d. <\/em><br \/>\nO  Padre Karl Rahner, sj, que conheceu Pier Giorgio na  d\u00e9cada de 20, na  Alemanha,  num testemunho narrado pela irm\u00e3 Luciana  Frassati, no livro  <em>Mio fratello Pier Giorgio. LA FEDE <\/em>(\u201cMeu  irm\u00e3o Pier Giorgio. A F\u00c9\u201d), escreve:<br \/>\n<em>\u201cNa \u00e9poca, Pier Giorgio tinha vinte anos.  Uma de suas  paix\u00f5es era  Dante&#8230; E o trecho que repetia, sempre com entusiasmo  e de  mem\u00f3ria,  era a ora\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Bernardo \u00e0 M\u00e3e de Deus: \u2018Virgem M\u00e3e, filha  do  teu  Filho\u2019. Pier Giorgio, que sentia um profundo amor por sua m\u00e3e,  era   naturalmente levado a venerar, com ternura indiz\u00edvel, a outra M\u00e3e  do  c\u00e9u&#8230;\u201d<\/em> (p. 199). <em>\u201cEm Freiburg, eu me admirava  quando o via   rezando, em voz alta, o ter\u00e7o no seu quarto. Ent\u00e3o, n\u00e3o podia    compreender muito bem: um jovem do nosso tempo, antes que amar   verdadeiramente  o ros\u00e1rio, deve possuir uma bela piedade\u201d<\/em> (p. 229).<\/p>\n<p><strong><em>2 &#8211; A devo\u00e7\u00e3o \u00e0 Nossa Senhora<\/em><\/strong><\/p>\n<p>A  irm\u00e3 Luciana, no <em>Processo Apost\u00f3lico, <\/em>dep\u00f4s  assim sobre a devo\u00e7\u00e3o de Pier Giorgio \u00e0 Nossa Senhora, verdadeira luz e apoio  no seu caminho de f\u00e9:<br \/>\n<em>\u201cPier Giorgio teve uma devo\u00e7\u00e3o instintiva,  que foi  crescendo  sempre mais com o passar dos anos, \u00e0 grande M\u00e3e, a Virgem   Maria. Ele  sentia todo o seu fasc\u00ednio&#8230; As flores eram sua homenagem  mais   calorosa e mais evidente. Em toda lugar em que a Virgem seria   festejada, l\u00e1 aparecia  Pier Giorgio com o seu ramalhete \u2013 \u00e0s vezes,   enorme&#8230;\u201d.<\/em><br \/>\nEla tamb\u00e9m recorda  que Pier Giorgio logo criou o h\u00e1bito de ir em   peregrina\u00e7\u00e3o aos Santu\u00e1rios Marianos.  Os dois preferidos no Piemonte   eram os de Oropa e da Consolata. Em Turim, o de  Maria Auxiliadora.   Muitos sacerdotes e amigos sublinham o mesmo fato.<br \/>\nEm  1918, pediu e obteve, freq\u00fcentando o <em>\u201csociale\u201d<\/em> de Turim dos padres jesu\u00edtas, a inscri\u00e7\u00e3o na Congrega\u00e7\u00e3o Mariana,  consagrando-se, assim, de modo especial \u00e0 Sant\u00edssima Virgem.<br \/>\nA  prop\u00f3sito da devo\u00e7\u00e3o \u00e0 Nossa Senhora Negra de Oropa, o Reverendo Padre Ces\u00e1rio  Borla relembrava no <em>Processo Informativo<\/em>: <em>\u201cFicou-me   impresso na alma a lembran\u00e7a do  gozo e da alegria com que tomou parte   nas festas para a coroa\u00e7\u00e3o de Nossa  Senhora de Oropa, que se deu  pelas  m\u00e3os do Legado Pontif\u00edcio, S. Ex.a  Cardeal Valfr\u00e9 di Bonzo (28  de  agosto de 1920). Depois de ter assistido a mais  de uma Missa e de  ter  comungado, dedicou-se inteiramente a ajudar os  organizadores dos   festejos tanto quanto podia. Passou o dia inteiro no Santu\u00e1rio,  do qual   s\u00f3 saiu quando a noite descia sobre o vale&#8230; Nunca ia a Pollone sem  ir   visitar o Santu\u00e1rio de Oropa, para onde se dirigia, muitas vezes a  p\u00e9,  fazendo  uma peregrina\u00e7\u00e3o de cerca de duas horas\u201d <\/em>(Summ. Introd. Causae, p. 161s).<br \/>\nA  irm\u00e3 Luciana ainda relembra que, se o dia de Pier Giorgio  come\u00e7ava  com a Missa  e a Comunh\u00e3o, prosseguia, como \u00e9 pr\u00f3prio de um  bom  terceiro dominicano, com a  recita\u00e7\u00e3o do Of\u00edcio de Nossa Senhora e   terminava sempre com a reza do santo ter\u00e7o,  estivesse ele em casa ou no   ref\u00fagio da montanha.<br \/>\nPodia,  \u00e0s vezes, acontecer-lhe, tomado pelo cansa\u00e7o, de  dormir durante  a recita\u00e7\u00e3o.  Numa tarde, coincidiu que o pai o achou  adormecido com o  ter\u00e7o na m\u00e3o.  Encontrando-se com o p\u00e1roco, de quem era  amigo, assim  se expressou: \u201cMas, o que  senhores fizeram do meu filho?  Imagine que o  encontrei na cama, adormecido com  o ter\u00e7o na m\u00e3o!\u201d<br \/>\nRespondeu o  piedoso e prudente sacerdote: \u201cE o senhor preferiria,   Senador, que ele dormisse  com algum namorisco por perto?\u201d. \u201cAh! Isto   n\u00e3o!\u201d.<br \/>\n\u201cEnt\u00e3o,  deixe-o continuar com seu estimado costume. Certamente, n\u00e3o ter\u00e1 que se  arrepender disso!\u201d.<br \/>\nCultivava  no jardim da casa de Pollone plantas de <em>coyx  lacryma <\/em>e   levava os gr\u00e3os para as Irm\u00e3s Franciscanas Angelinas, a fim de  que   fizessem ter\u00e7os que ele se alegrava em dar aos amigos para estimul\u00e1-los a    esta ora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong><em>3 &#8211; De joelhos no Santu\u00e1rio de  Loreto<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em> <\/em><\/strong> Entre  os Santu\u00e1rios Marianos que ele  visitou est\u00e1 tamb\u00e9m o Santu\u00e1rio  de Loreto, que  guarda a santa Casa de  Nazar\u00e9, onde Maria Sant\u00edssima  recebeu o an\u00fancio da  Encarna\u00e7\u00e3o do Verbo  de Deus e onde disse o seu  SIM.<br \/>\nLuciana Frassati lembra que o fato se deu no  final de  agosto ou em 1\u00ba  de setembro, antes de ir a Assis (2-5 de setembro de   1919). Eis como o  relata em seu livro <em>Mio  fratello Pier Giorgio. LA FEDE<\/em> <em>:<\/em><br \/>\n<em>\u201cEm Loreto, por exemplo, certa manh\u00e3, n\u00e3o o  encontramos  mais no  hotel. Come\u00e7amos a procur\u00e1-lo por toda parte e acabamos por    encontr\u00e1-lo j\u00e1 na igreja, sozinho, ajoelhado sobre o frio degrau do   altar.<\/em><br \/>\n<em> Tinha sentido uma atra\u00e7\u00e3o  t\u00e3o forte pela casa de  Nossa Senhora, a  ponto de n\u00e3o suportar mais ficar na  cama e num quarto  como n\u00f3s\u201d<\/em> (p. 213).<br \/>\nSobre  esta visita \u00e0 casa de Nossa Senhora, fala tamb\u00e9m o Padre Robert Claude, sj, no  seu livro: <em>Frassati parmi nous <\/em>(\u201cFrassati  entre n\u00f3s\u201d):<br \/>\n<em>\u201cCerta manh\u00e3, em Loreto, seu companheiro de  quarto que o  busca em  v\u00e3o, acaba por encontr\u00e1-lo na bas\u00edlica, ajoelhado junto ao   altar-mor,  como que a fazer \u2013 assim parece \u2013 sua a\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as. Quis se    aproximar dele, mas algo o reprimiu, uma emo\u00e7\u00e3o o deteve: \u2018N\u00e3o saberia   dizer o  que aconteceu comigo naquele momento. Eu o senti t\u00e3o magn\u00e2nimo   e t\u00e3o acima de  mim&#8230;\u2019\u201d<\/em> (p. 15).<br \/>\nDe  sua ora\u00e7\u00e3o humilde e insistente e de uma medita\u00e7\u00e3o dos  mist\u00e9rios do  santo ros\u00e1rio  e dos exemplos da Sant\u00edssima Virgem, ele  hauriu o  impulso n\u00e3o s\u00f3 para uma  ascens\u00e3o rumo \u00e0 santidade, mas tamb\u00e9m  para um  zelo apost\u00f3lico intenso.<br \/>\nEstava  inscrito na Obra da Propaga\u00e7\u00e3o da F\u00e9, desde os  primeiros anos  da juventude, e  se empenhava a dar a conhecer aos amigos  a verdade da  f\u00e9.<br \/>\nSeu  companheiro e depois sacerdote Padre Giovanni Bertini dep\u00f4s no <em>Processo Apost\u00f3lico:<\/em><br \/>\n<em> \u201cO esp\u00edrito de  apostolado era vivo nele.  Aproximava-se de muitas  pessoas, especialmente dos  colegas  universit\u00e1rios, aos quais levava  sempre uma palavra de f\u00e9 e de   esperan\u00e7a, com muita do\u00e7ura e  amabilidade, sem assumir ares de quem quer  se  fazer de mestre, mas, no  entanto, com muita firmeza\u201d.<\/em><br \/>\nEm  agosto de 1923, o tio Pietro Frassati que, embora  honesto, sempre  se recusara a  seguir as pr\u00e1ticas da f\u00e9 crist\u00e3, estava  agonizando.\u00a0  Pier Giorgio precipitou-se para junto dele e  conseguiu  persuadi-lo a  receber a visita do sacerdote e, em seguida, com l\u00e1grimas   nos olhos,  tamb\u00e9m os santos sacramentos. Escreveu sobre isso ao amigo  Antonio   Severi, aos 20 de agosto de 1923, comentando o fato com estas  palavras  de  humildade e orgulho crist\u00e3o:<br \/>\n<em>\u201cDeus, certamente na sua infinita  miseric\u00f3rdia, n\u00e3o levou em  conta  meus inumer\u00e1veis pecados, mas escutou minhas  ora\u00e7\u00f5es e aquelas de   minha fam\u00edlia, e concedeu ao tio a grande gra\u00e7a de receber  com plena   consci\u00eancia os \u00faltimos Sacramentos.<\/em><br \/>\n<em> Creio que esta vida  deve ser uma prepara\u00e7\u00e3o cont\u00ednua  para a outra, porque nunca se sabe o dia, nem  a hora da nossa morte\u201d <\/em>(<em>Lettere<\/em> o.c., p. 178).<br \/>\nN\u00e3o  h\u00e1 palavras mais apropriadas para encerrar estas  reflex\u00f5es sobre a  devo\u00e7\u00e3o \u00e0  Nossa Senhora, inspiradora e guia do Beato  Pier Giorgio  Frassati numa vida de  f\u00e9 e de zelo apost\u00f3lico, do que  aquelas  pronunciadas por Jo\u00e3o Paulo II no <em>Angelus<\/em> de 20 de maio de 1990, dia de sua  solene beatifica\u00e7\u00e3o:<br \/>\n<em>\u201cCaros jovens, convido-os a imitar o exemplo  de novo  Beato.  Saibam, tamb\u00e9m voc\u00eas, se recolherem muitas vezes na ora\u00e7\u00e3o e na    medita\u00e7\u00e3o ao lado da M\u00e3e do Redentor, para fortalecer a f\u00e9 e para   inspirar, no  modelo de vida de Maria Sant\u00edssima, o seu servi\u00e7o a Cristo   e \u00e0 Igreja. Assim, voc\u00eas  saber\u00e3o se empenhar com entusiasmo e alegria   na nova evangeliza\u00e7\u00e3o, para encontrar  as solu\u00e7\u00f5es que respondem \u00e0s   exig\u00eancias da vida espiritual e civil deste nosso  tempo\u201d.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Frei Alessandro Rosso, o.f.m. cap. Pier Giorgio Frassati, desde a primeira juventude, teve uma ades\u00e3o humilde e forte \u00e0 f\u00e9 recebida em germe no santo Batismo, alimentada pela educa\u00e7\u00e3o crist\u00e3 recebida na fam\u00edlia e, sobretudo, pelos sacerdotes que o prepararam para os sacramentos da inicia\u00e7\u00e3o crist\u00e3. 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