
Nos dias que antecediam imediatamente a Páscoa da Ressurreição, tornou-se um hábito de Pier Giorgio — que completaria anos no dia 6 de abril — retirar-se para acompanhar a Paixão de Cristo no silêncio e no recolhimento da Villa Santa Croce, situada na colina de San Mauro, perto de Turim. O quartinho de Pier Giorgio era o número 19.
O Padre Righini testemunha: ‘Entrei no quarto e vi Pier Giorgio de joelhos, com a cabeça sob a cama, que era baixíssima, em uma posição tremendamente incômoda. “Mas o que você está fazendo de joelhos, Pier Giorgio? Que modo é esse?”. Ele respondeu: “Padre, deixe-me fazer ao menos um pouco de penitência”.
Isso não impedia que as constantes explosões de alegria com o amigo Marco Beltramo os obrigassem a serem apelidados de “Messacompagnia Fracassi”*. Quarenta anos depois, o Padre Secondo Goria, a quem perguntaram se recordava algo de Pier Giorgio, respondeu de pronto e com entusiasmo: “Oh sim, aquele malandrinho!”, mas acrescentou que, dez minutos antes da Missa, ele se transformava a ponto de levar os outros a sentirem o seu fascino e o seu exemplo pela forma como rezava…'”
(Do livro “Il cammino di Pier Giorgio” de Luciana Frassati.)
