A alegria de viver

Eduardo Henrique Da Silva

“Era um jovem de uma alegria fascinante- disse dele João Paulo II- uma alegria que superava também tantas dificuldades de sua vida, porque o período da juventude é sempre de provação.” ( Aos jovens de Turim 13. 04.1980)
Nascido em 6 de abril de1901, em Turim. Filho de Alfredo Frassati, senador, fundador e proprietário do jornal “La Stampa”, embaixador da Itália na Alemanha, e de Adelaide Ametis, pintora prestigiada, recebeu da família dinheiro, prestígio, comodidade e segurança material, honras e estima. Nunca, nestas coisas, sentiu o canto da alegria, porém nas coisas simples , na amizade, no serviço constante aos pobres, na generosidade em ser útil a todos, no casto sentimento nutrido por Laura, na alegria das excursões e das subidas as montanhas ,no empenho social.
Descobria a alegria exaltante da existência no caminho do empenho em fazer o bem, experimentava a confidente oração na alegria crescente de quem se sente amado por Deus. Amor nutrido todo dia pela Eucaristia, verdadeiro segredo e causa de sua alegria. Amor guiado por uma grande devoção à Nossa Senhora, que freqüentemente, demonstrava na reza do rosário e no ato de levar flores aos santuários de Oropa. Amor que transformava se em caridade para com os pobres, os seus prediletos: os seus “patrões” como gostava de defini –los. Declara uma testemunha: “Ele fazia pelos seus pobres tudo ,desde puxar carretos , caixas, como se fosse um privilégio“. E um outro confirma “considerava os pobres como seus superiores , nos seus sofrimentos honrava a paixão de Cristo e sempre se colocava ,por assim dizer, às suas ordens”. A um amigo confidenciava: “Jesus me visita na Eucaristia todos os dias e eu retribuo do modo mais simples que posso: visitando os pobres… entorno dos pobres, doente… eu vejo uma luz particular, uma luz que nós não temos!
Vinte quatro anos vividos na caridade, quando criança tirou os sapatos e as meias para doá-los a uma mulher que tinha nos braços uma criança sem sapatos , até as vésperas da morte, quando a poliomielite fulminante, que o havia paralisado, não lhe impediu de escrever uma última mensagem de ajuda aos pobres.
Uma vida extraordinária no cotidiano porque tudo nele – a alegria, a ação, o estudo, o apostolado, a oração, o serviço aos pobres – era sustentado pela fé e o amor .
Em 14 de fevereiro de 1925, escreveu a sua irmã Luciana:”Você me pergunta por que sou alegre? A tristeza deveria ser banida da alma dos católicos”.
Em Roma, a 20 de maio de1990 é proclamado beato por João Paulo II, na Praça de São Pedro, diante de uma imensa multidão de jovens. Pier Giorgio nos revela a face amorosa e alegre de Deus.

04/07/2008

* Eduardo Henrique Da Silva é assistente social e coordenador do Núcleo de Ação Comunitária da Faculdade Santa Marcelina

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